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Pecados Mortaes e Opinião
Uma das primeiras referências de lugares com música ao vivo da Cidade Baixa pra mim, é o bar Pecados Mortaes que era ali no finalzinho da Venâncio Aires, quase ao lado do Copacabana, sem dúvida, o restaurante que eu mais freqüentei nesses 30 anos que moro em Porto Alegre. Ali (no Pecados) era onde a Adriana Calcanhoto fazia os seus primeiros shows e começava a formar um fã-clube. Era o bar da moda naquele momento, comecinho dos 80. Depois de jantar no Copa ou no Pedrini (onde a gente tomava um Katz Wein branco e achava que estava tomando um vinho excepcional) dar uma passada por ali pra conferir o "movimento".
Acho que foi um pouco depois (precisaria refazer um pouco da memória) que surgiu o Opinião ali na rua Joaquim Nabuco (rua em que eu morava) na quadra entre a José do Patrocínio e a João Alfredo. O Opinião era um bar pequeno e comprido, quase um corredor, que começou a aglutinar uma galera que gostava de som e íamos ali assistir shows do Totonho Villeroy. Depois o Opinião mudou para esquina, cresceu e se tornou uma das casas mais requisitadas para shows em Porto Alegre e também uma produtora de grandes eventos.
São dois elos pra mim, entre música e o bairro onde eu morei por vários anos e para onde se deslocou a boemia de Porto Alegre, depois da queda do Bonfim (embora a Lancheria do Parque e o Ocidente resistam bravamente). Foi depois do Nova Olaria e do Guion que as atenções se voltaram para a Cidade Baixa aumentando o número de bares, casas noturnas e o movimento nas ruas. Hoje em dia tem várias casas e para representá-las cito o Zelig que já está a 10 anos movimentando as pessoas na Sarmento. Entrar no Zelig e encontrar o Falcão (o ator) e o Jimi Joe com seus casacos de tweed ou o Wander Wildner.
Isto é Porto Alegre.
E isto é a Cidade Baixa pra mim.
Na realidade o bairro sempre teve essa mística. Da música e da bebida em suas mesas e cadeiras nas calçadas. Eu gostaria de saber agora, quantas madrugadas já passamos ali.
E quantas passaremos....
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